Descansa, amor meu. Disse-lhe ele, sussurrando-lhe ao ouvido enquanto encerrava os olhos.
E ele descansou, não dormiu, mas descansou.
Descansou com a certeza que ele estava do seu lado, que estaria ali ao acordar e que amanhã ele voltaria a deitar-se naquela cama e que nos dias e anos seguintes esse ritual se iria repetir.
Descansou porque não precisava de procurar mais. Os seus olhos tinham-no encontrado. Entre a multidão ele surgiu.
Nesse sonho ele viu pela primeira vez a cor. Sentiu como a cor se formava à sua volta, sentiu-se prender numa gaiola, e sorriu porque não estava só.
Nesse sonho ele sentiu-se vivo. Como no dia em que nasceu e viu pela primeira vez a luz. Luz que iluminava a sua alma e aquecia o corpo.
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