Cabelo preto, não preto como o corvo, só preto.
Com ondas, que me afogam sempre que lhes toco.
Como fios de seda, que tecem um mar de carícias suaves, em meus dedos.
Olhos como ilhas de campos acabados de cultivar,
Rodeados de verdes florestas.
Com a calma de tempos idos,
Quando a natureza e o homem passeavam juntos,
Assim são os seus olhos,
Um lago sereno,
Onde aves repousam após voos migratórios.
Olhos onde meus olhos se perdem, durante séculos ou segundos.
Uma face que confunde o mais inteligente dos colibris,
Na sua procura pelo néctar que o alimenta.
Pele suave, docemente queimada pela praia que o viu crescer.
Rosto de formas gentis, quase infantis,
Que escondem a alma de um homem.
E lábios…
Lábios quentes, suaves, diabólicos, apetecíveis,
Lábios comestíveis, tentadores, lindos, ternos, carinhosos.
Lábios que me beijam à loucura.
Lábios que me libertam e viciam.
Assim é meu amado
Um anjo que me leva ao céu.
E faz com que eu queira uma vida de pecado.
Que me tira do inferno e me volta a lá deixar.
Que liberta uma música celestial sempre que me toca.
Que me enlouquece.
Que é o meu pensar e a minha razão e a minha loucura.
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