
Não são as semelhanças que aproximam as pessoas, quer dizer até pode ser. Mas neste caso não foi…
Não te procurei por teres olhos azuis como eu, mas porque os teus olhos tinham uma serenidade que eu não conhecia.
Não foi o gosto comum pela praia, o mar, o vento que me prendeu a ti, foi a forma natural e livre de tabus com que te identificas com a água.
Não foi, porque temos experiências de vidas similares, não foi pelas histórias do passado que parecem uma cópia que me senti próximo, foi porque essas histórias nos levaram um ao outro.
Não foi a tua forma de pensar, muito parecida com a minha que me agradou, foram os pontos em que divergíamos, as mudanças que fizemos.
Não foi por seres egocêntrico, vaidoso, exuberante, alguém habituado a querer ser o centro das atenções, excêntrico, artístico, inconstante, apaixonado, romântico, ciumento, possessivo, invejoso, como eu sou, não é por tudo isto que gosto tanto de ti. É por seres o contrário. Foi a dose de realidade que trouxeste para a minha vida, foi a serenidade, a calma. Foi pelas verdades que te saíram da boca, foi o não quando eu queria um sim. Foi o adulto que conseguia acalmar o adolescente, apesar de a idade ser a mesma.
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